1995

“Como nos tornamos um poeta?” Baseado no romance de A. Skármeta, o último filme de Troisi é uma rara adaptação que dá vida ao sentimento da poesia. Verão de 1952. Mario, filho de um pescador, é contratado como carteiro pessoal de Pablo Neruda, numa ilhota eólica. Através da amizade com Neruda, Mario usa a poesia para cortejar a amada Beatrice. Vencedor do Óscar de Melhor Banda Sonora Original.

O Carteiro de Pablo Neruda

“Como nos tornamos um poeta?” O último filme realizado por Troisi, baseado no romance de Antonio Skármeta, foi elogiado pela crítica e ganhou o Óscar para Melhor Banda Sonora Original. Uma invulgar adaptação que dá vida ao sentimento da poesia. Estamos em 1952, numa das minúsculas ilhas da Eólia, no sul de Itália. Mario Ruoppolo é um homem simples, filho de um pescador, que se torna carteiro de uma única pessoa, o famoso poeta chileno Pablo Neruda, que se encontra exilado. À medida que os dias passam, o jovem fica cada vez mais fascinado pela figura do poeta. Os dois homens, para além de conversarem sobre poesia e metáforas, falam, também, sobre política e desenvolvem uma profunda amizade. Um dia, Mario conhece Beatrice numa velha estalagem e apaixona-se por ela. Neruda ajuda-o a conquistá-la com os seus poemas, para grande fúria da tia dela, que a proibiu de namorar. Após uma noite de paixão, os dois casam-se, com a bênção de Neruda. No banquete do casamento, Neruda recebe a notícia de que o governo chileno levantou a proibição e o poeta decide regressar de imediato ao seu país natal. O tempo passa sem que saibam um do outro e Mario, agora a trabalhar na estalagem, começa a escrever a sua própria poesia, tornando-se membro do Partido Comunista. Enquanto isso, Beatrice está grávida e, para grande descontentamento de Mario, os cristãos democratas ganham as eleições. Cinco anos mais tarde, Pablo e a sua mulher regressam à ilha. Uma surpresa desagradável espera Neruda, que descobrirá o valor da amizade.

Data de lançamento:

1995