Bertie Gregory: apresentador e explorador da National Geographic

Bertie Gregory: veja a entrevista exclusiva com explorador da National Geographic

por Colaborador do Explore o Disney+

23 de julho de 2026

Conheça o cineasta e explorador NatGeo que traz as histórias mais incríveis da Terra para o Disney+

Em suas viagens por desertos subtropicais, pelo Círculo Polar Ártico e pelas profundezas do oceano, Bertie Gregory capturou momentos impressionantes da vida selvagem prosperando em seu habitat natural. Em seu documentário especial mais recente, Chitas de Perto com Bertie Gregory, Bertie viajou para a Tanzânia em uma missão para filmar os animais terrestres mais rápidos do mundo e aprender mais sobre os desafios que eles enfrentam.

Conversamos com o explorador vencedor do BAFTA e do Emmy® para saber mais sobre suas séries mais recentes, projetos mais antigos e suas paixões.

Entrevista exclusiva: Conheça Bertie Gregory

Imagem promocional do doc de NatGeo Chitas de Perto com Bertie Gregory
Chitas de Perto com Bertie Gregory, Disney+
Atenção: esta entrevista foi editada para maior clareza, foco e concisão. 

Para muita gente que adora a natureza, você tem o trabalho dos sonhos. Como você entrou nessa área de trabalho e conseguiu sua grande oportunidade?

Sou fascinado pela vida selvagem desde criança, e acho que é porque a minha família inteira gosta de esportes aquáticos. Cresci surfando, velejando e passando tempo no mar, sentindo frio, molhado e salgado. Acho que, quando passamos muito tempo em contato com a natureza, aprendemos a valorizá-la, e eu me acostumei a ficar desconfortável na natureza, o que é uma grande parte do meu trabalho.

Comecei a me interessar pela vida selvagem na região onde eu morava, a oeste de Londres (Inglaterra), em uma cidade chamada Reading. A vida selvagem não era particularmente carismática segundo um padrão global, mas eu a achava incrível e passava muito tempo espionando texugos, martins-pescadores e cervos, tirando fotos deles. Essa foi uma ótima maneira de canalizar minha obsessão e tive a sorte de ganhar alguns concursos juvenis de fotografia de vida selvagem.

Em uma das cerimônias de premiação, conheci Steve Winter, que é “o David Beckham” da fotografia de vida selvagem. Ele estava procurando um assistente, eu disse a coisa certa e ele me ofereceu um trabalho. Doze anos depois, ainda tenho a sorte de trabalhar para a National Geographic e sou muito grato por isso.

Você pode contar alguma história divertida sobre a sua jornada e sua carreira até agora?

Bertie Gregory
Bertie Gregory

Era meu primeiro trabalho para a National Geographic, e eu estava ajudando Steve em uma reportagem sobre leopardos para a revista e para o canal de TV Nat Geo Wild. Era a minha primeira semana, estávamos na África do Sul filmando leopardos e eu queria muito fazer um bom trabalho. Foi nessa época que os drones começaram a ficar disponíveis para o público geral, então eles me deram um e disseram: aprenda a pilotá-lo e faça um vídeo dos bastidores do Steve em ação.

Então, pedi para Steve e seu guia, Doc, passarem algumas vezes por uma estrada com o carro de safári, e eu segui o carro com o drone. Como eu estava aprendendo, quando eles reduziram a velocidade para passar por uma lombada, continuei em frente e consegui bater o drone no carro. As janelas estavam abertas, então ele atingiu a parte de trás do carro e passou bem perto de Steve, quase acertou a cabeça dele. O drone caiu no chão e eu pensei: meu sonho na National Geographic acabou, acabei de quase matar meu chefe, vão me mandar para casa no próximo voo! Mas, por sorte, Steve tem um senso de humor bizarro, achou a história toda hilária e disse: “você resolveu isso rapidinho” e deu risada. Depois disso, fiquei melhor na pilotagem de drones e não bati mais em nenhum carro em alta velocidade.

Isso é muito engraçado, porque agora você usa drones para tudo, não é?

Com certeza.

De que você mais gosta do trabalho com a Nat Geo? Você tem um projeto, uma viagem ou uma cena favorita?

Uma chita em frente de uma manada de zebras.  (Crédito: National Geographic/Tom Walker)
Chitas de Perto com Bertie Gregory, Disney+

O segredo para filmar a vida selvagem em qualquer lugar do mundo é trabalhar com pessoas competentes: guias locais, cientistas, cinegrafistas, técnicos de som, ou qualquer outra pessoa que trabalhe nessa área. Trabalhamos com equipes incríveis que parecem pequenas famílias. Meus projetos preferidos são os que fiz mais recentemente, porque estão frescos na minha memória.

Então, eu diria que o meu favorito é Chitas de Perto. Foi muito especial, porque as chitas são animais incríveis. Acho que muitas pessoas podem achar que conhecem bem as chitas, já que elas são, na nossa cultura pop, o animal terrestre mais rápido do mundo. Mas aprendi bastante e espero conseguir surpreender o público, mostrando com as chitas levam uma vida desafiadora e como podemos ajudá-las.

Você já viajou para lugares incríveis para os seus documentários. Por que resolveu colocar o foco nas chitas da Tanzânia em Chitas de Perto?

Sempre tive vontade de fazer um filme sobre chitas, e meu amigo Tom Walker, cinegrafista de vida selvagem, insistiu bastante para fazer um. Trabalhamos juntos em várias séries, incluindo o episódio de Animais de Perto sobre orcas na Antártida. Tom é especialista em câmeras terrestres com estabilização giroscópica e minha especialidade são ângulos aéreos com drones. Esses estilos de câmera funcionam muito bem para registrar animais muito rápidos e, obviamente, nenhum animal terrestre é mais rápido que uma chita, então essa combinação foi ideal para contar a história delas.

Como Chitas de Perto se compara às suas outras experiências?

Imagem de uma chita no documentário de NatGeo Chitas de Perto
Chitas de Perto com Bertie Gregory, Disney+

Ah, foi uma porcaria, muito chato mesmo (risos). Não, foi incrível! As chitas são animais maravilhosos. O que me surpreendeu foi que, embora todos saibam que a chita é o animal terrestre mais rápido do mundo, eu achava que a estratégia de caça dela fosse encontrar uma gazela, correr muito rápido por uma curta distância, alcançá-la e pronto, fim da caçada. A realidade é que as chitas têm estilos de caça diferentes e a forma como caçam é definida pela família.

Se elas têm filhotes muito pequenos, esses filhotes são muito vulneráveis, então elas caçam de uma maneira muito discreta e eficiente, correndo muito rápido e caçando presas pequenas. Já no caso de um grupo de chitas machos, eles são incrivelmente poderosos porque os machos são maiores que as fêmeas e são três trabalhando juntos. Então, eles são capazes de abater caças realmente grandes que você acharia que só um leão conseguiria abater. Se esse grupo for de três animais grandes, são três bocas grandes para alimentar, então a frequência da caça é maior. É muito interessante ver como a família determina o tipo de caça, e a corrida curta não é o único caminho.

Você trabalhou com cientistas e comunidades locais para esta série. Que lições você aprendeu e como você espera que a série impacte as iniciativas de conservação?

Imagens de campo do documentário da NetGeo Chitas de Perto com Bertie Gregory
Chitas de Perto com Bertie Gregory, Disney+

Aprendi com os cientistas que coletar fezes de chita pode ser a chave para salvá-las. Com certeza foi uma surpresa! O cientista com quem trabalhamos coleta o cocô, extrai o DNA e analisa. É uma ótima maneira de estudar as chitas, porque não é invasiva e não precisamos colocar coleiras nelas. Ele está tentando descobrir em que medida a população de chitas está conectada à medida que o desenvolvimento humano aumenta entre as áreas protegidas. 

Também aprendi que é importante descobrir como aumentar a conectividade entre áreas protegidas para as chitas. Uma parte importante da proteção das chitas é garantir que elas sejam cuidadas quando estão dentro de áreas protegidas. Eu achava que, se uma chita estava dentro de uma área protegida, então ela estava protegida, sabe? Mas a realidade é que o turismo de vida selvagem está em plena expansão. Quando ele é gerenciado corretamente, isso é algo brilhante, pois dá um valor econômico não extrativista a esses animais. Isso significa que eles valem muito mais vivos do que mortos.

Imagem de chitas no documentário Chitas de Perto com Bertie Gregory, da National Geographic
Chitas de Perto com Bertie Gregory, Disney+

Dito isso, se não for bem gerenciado, podemos acabar matando esses animais de amor, e as chitas são particularmente sensíveis ao turismo de vida selvagem mal gerenciado. Muitas pessoas, quando vão para um safári, querem ver leões, chitas e hienas. Agora, se você cercar um grupo de leões com veículos o dia todo, isso não vai ser bom, mas não será um problema tão grande como para as chitas, porque os leões são, em sua maioria, noturnos. Quando o sol se põe e os veículos vão embora, os leões ficam livres para viver suas vidas.

Já as chitas são muito sensíveis a outros predadores e, à noite, quando leões e hienas estão ativos, elas se escondem. Por isso, é durante o dia que precisam fazer suas coisas. Mas também é nesse momento que os humanos estão mais ativos no turismo, então cercar as chitas de veículos durante o dia é um grande problema. Essa foi uma lição muito interessante para mim, e espero que, ao assistir a Chitas de Perto, as pessoas percebam o impacto que os humanos têm e como podemos garantir que esse impacto seja positivo.

Olhando para sua carreira e para o futuro, o que você espera que as pessoas aprendam com todos os seus projetos?

Bertie Gregory no documentário de NatGeo Chitas de Perto com Bertie Gregory
Chitas de Perto com Bertie Gregory, Disney+

Acima de tudo, espero que elas se apaixonem pelo mundo natural e percebam como a vida selvagem é incrível. Espero que os documentários sobre natureza façam as pessoas perceberem os desafios que a vida selvagem enfrenta e que também vejam que há esperança. Acho que nosso mundo está muito quebrado, dividido e cheio de pessimismo e desânimo no momento. É muito fácil se sentir sobrecarregado, especialmente quando se trata da natureza e dessa sensação de impotência. Mas você pode fazer a diferença, e uma das melhores maneiras é ajudar a deixar o planeta ainda mais selvagem.

Qualquer que seja o território que você controle, seja um cantinho de um apartamento pequeno, ou se você é CEO ou político, qualquer que seja a escala de impacto que você tenha, faça desse lugar um pouco mais selvagem. Plante algumas plantas para os polinizadores locais, plante uma árvore, coloque uma caixa para pássaros. Essas coisas podem parecer pequenas ações, mas se todos fizéssemos isso, nosso planeta poderia ser um lugar muito mais selvagem. Cuidar da vida selvagem não é apenas algo que deveríamos fazer porque isso nos faz sentir bem por dentro; precisamos de um planeta selvagem para que todos possamos ser saudáveis.

Como Bertie começou a trabalhar para a National Geographic?

Bertie Gregory durante as gravações de Chitas por Perto
Chitas por Perto com Bertie Gregory, Disney+

Com seu trabalho com a vida selvagem, Bertie conseguiu os títulos de Explorador Zênite do Ano da Scientific Exploration Society e Jovem Explorador da National Geographic. Com esses prêmios, ele resolveu filmar uma matilha de lobos costeiros na Ilha de Vancouver, o que levou ao seu primeiro projeto solo encomendado pela National Geographic.

Desde então, Bertie tem viajado pelo mundo como apresentador de diversos documentários sobre vida selvagem da National Geographic, incluindo os vencedores do Emmy® Animais de Perto com Bertie Gregory, Tubarões de Perto com Bertie Gregory e As Aventuras de Bertie Gregory, todos disponíveis no Disney+.

Sua docussérie online da National Geographic, Wild Life, ganhou dois Webby Awards e o prêmio de Melhor Apresentador no Jackson Hole Film Festival. A mais recente série de Bertie, Chitas de Perto com Bertie Gregory, já disponível no Disney+. Em 2025, ele foi considerado o Explorador Rolex do Ano pela National Geographic.

Saiba mais sobre Chitas de Perto

Chitas registradas na natureza para o documentário Chitas de Perto com Bertie Gregory
Chitas de Perto com Bertie Gregory, Disney+

Qual é a temática de Chitas de Perto?

A nova série acompanha Bertie Gregory foi filmada no Parque Nacional do Serengeti, na Tanzânia, na África Oriental, enquanto ele segue chitas que se reuniram ali para caçar durante a grande migração dos gnus. Bertie explora a dinâmica familiar e social das chitas, observando uma mãe com seus filhotes e um grupo de jovens machos em uma caçada. Ao longo da série, ele também examina as ameaças que as chitas enfrentam por parte de humanos e outros predadores.

Como foi a criação de Chitas de Perto?

Bertie Gregory filmando chitas na Tanzânia para o doc Chitas de Perto com Bertie Gregory
Chitas de Perto com Bertie Gregory, Disney+

Para acompanhar esses animais tão velozes enquanto perseguem suas presas, Bertie usa câmeras giroscópicas estabilizadas montadas em caminhões e drones. Ele também trabalha com cientistas, que reúnem dados para ajudar a entender a pressão que as chitas enfrentam. Para colocar sua pesquisa em ação, Bertie trabalha com as comunidades locais no planejamento do uso da terra, buscando ajudar tanto os humanos quanto a vida selvagem.

Quando você pode assistir a Chitas de Perto no Disney+?

Chitas de Perto já está disponível no Disney+ desde 2 de janeiro de 2026.

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Mais séries de Bertie Gregory para assistir no Disney+

Animais de Perto com Bertie Gregory

Bertie Gregory durante as filmagens do doc Animais de Perto com Bertie Gregory
Animais de Perto com Bertie Gregory, Disney+

Bertie Gregory viaja pelo mundo, registrando momentos extraordinários da vida diária dos animais. Com tecnologia de ponta, ele e sua equipe encaram condições extremas para revelar os desafios que esses animais enfrentam. Animais de Perto com Bertie Gregory também destaca os momentos que a equipe enfrenta ao se adaptar à vida selvagem imprevisível em ambientes remotos, onde as filmagens raramente saem conforme o planejado.

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Tubarões de Perto com Bertie Gregory

Bertie nas filmagens de Tubarões de Perto com Bertie Gregory, de NatGeo
Tubarões de Perto com Bertie Gregory, Disney+

Bertie segue para a África do Sul para sua missão mais audaciosa até agora. As águas turbulentas dessa região são um ponto de encontro para um dos predadores mais famosos e temidos do oceano, o grande tubarão branco. Mergulhando em águas rasas sem gaiola, Bertie tenta filmar esses tubarões gigantes. Ao entrar no domínio deles, ele descobre os desafios que esses animais enfrentam em nosso planeta em rápida transformação.

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As Aventuras de Bertie Gregory

As Aventuras de Bertie Gregory, de National Geographic
As Aventuras de Bertie Gregory, Disney+

Acompanhe as aventuras de Bertie Gregory, explorador da National Geographic, que viaja pelo mundo capturando imagens extraordinárias de animais selvagens. Combinando habilidade técnica, trabalho de campo e muita perseverança, ele e sua equipe tentam superar desafios e perigos para se aproximar da vida selvagem do jeito deles.

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Mais documentários sobre a vida selvagem com Bertie Gregory

Descubra mais produções da National Geographic no Disney+ no nosso artigo em homenagem ao mês da Terra.

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